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8 de abr. de 2021

Não Caia no Sedentarismo

Com as péssimas condições de nossas ruas e calçadas, o simples hábito de caminhar ou passear com o cachorro torna-se um risco à nossa saúde. Pisar num buraco, tropeçar numa pedra, escorregar em piso molhado ou lodo podem resultar danos como torções ou traumas em ligamentos (até rupturas). Você sabia que um indivíduo fisicamente ativo tem esse risco diminuído?

Exercitando qualidades físicas como força, potência, equilíbrio e agilidade, uma pessoa pode ter a velocidade de reação suficiente para recompor seu movimento ao tropeçar ou escorregar, evitando, assim, a queda. Uma pessoa idosa treinada, consegue preservar boa parte de sua força muscular, ao retardar a perda de massa magra natural com o avançar da idade. Consegue abaixar para apanhar um objeto sem tontura ou desequilíbrio e levantar de forma segura. Mulheres grávidas conseguem se adaptar mais facilmente à mudança de seu centro de gravidade com a evolução da gestação. Apenas para citar alguns exemplos.

Quando entendemos que devemos praticar atividades físicas com objetivos além da fita métrica, observamos o quanto nossa saúde está diretamente ligada aos nossos bons hábitos e o quanto podemos melhorar nossa qualidade de vida.

Para isso é necessário que as nossas rotinas de treinamento incluam exercícios que explorem essas capacidades físicas, ainda que não seja seu objetivo principal, mas que auxilie e torne seu corpo preparado para situações de risco, ou acidentais, evitando ou minimizando danos à saúde, ou ainda, auxiliando na recuperação.

Para tanto, é indispensável estar acompanhado de profissionais qualificados, que consigam planejar adequadamente seus treinos de forma segura e equilibrada, garantindo que alcance seus objetivos e mantenha uma boa qualidade de vida. 
 
Esse e outros textos deste blog estão atualizados e podem ser encontrados também em: https://iccpersonaltrainer.wixsite.com/icarocarvalho
 

16 de fev. de 2018

Ciência ou Prática?

Quando falamos em ciência, dificilmente observamos um método como perfeito e infalível. E quando o assunto é saúde, obviamente isso não é diferente. Assim, não é raro encontramos verdadeiros debates sobre uma técnica, um método, um alimento, ou tipo de treino que poderia trazer melhores resultados que outro, ou mesmo contraindicando algum tipo de exercício, medicamento, ingrediente por trazer malefícios à saúde. Esses debates são sadios, e movem a ciência a sempre buscar o melhor caminho. O problema ocorre quando isso foge totalmente ao que é científico e fica meramente baseado em "achismos".

A ciência se desenvolve a partir de pontos de vista diferentes
Nas redes sociais, é bem fácil encontrar verdadeiras armadilhas. Recentemente, o grande vilão da nutrição parece ser o leite. Ver o diabo encarnado parece ser mais vantagem que beber um copo de leite. E os textões na internet se multiplicam com cada história digna de filmes de terror dos bem elaborados. Um pânico desnecessário e infundado, quando se analisa com mais calma os fundamentos realmente científicos sobre os benefícios ou as desvantagens  da ingestão de qualquer tipo de alimento.

O mesmo tem acontecido na área da Educação Física. Hoje é possível acompanhar grandes profissionais que postam suas produções de pesquisas na rede e vez por outra nem sempre são ideias convergentes. Mas como vivemos no auge da geração "mimimi", muitas pessoas preferem tomar partido de um ou outro lado e satanizar o "opositor", tal como na política, tal como no futebol. HIIT é melhor que Aeróbico contínuo? Agachamento é melhor que Flexão de joelhos? Exercícios isolados para pequenos músculos são inúteis? Zumba emagrece mais que crossfit? Enfim... cada lado que faça sua afirmação e deseje o fim daquilo com o qual ele não concorde.
BEM X MAL - Será mesmo assim???

Qual minha posição sobre essas questões? Que tal se eu ficar em cima do muro? Sim, uma resposta bem política, nem por isso impensada. Pois, nesses casos acima (e em vários outros) não há um lado correto. Talvez exista, sim, uma alternativa que traga resultados mais visíveis e mais rápidos, ou que sejam mais práticos de utilizar em determinado grupo ou ambiente, mas certamente todos eles são capazes de trazer algum resultado, bastando analisar melhor o contexto inserido.

Eu não vim trazer respostas nesse texto, apenas alertar. Antes de confiar 100% num textão de internet, verifique de onde parte, quem é a fonte da informação e se a pessoa possui qualificação para tratar de determinado assunto. Procure sempre uma segunda opinião com outros profissionais. Duvide, e questione de qualquer resposta radical. E entenda, finalmente, que o profissional que te acompanha, tem a possibilidade de compreender melhor como seu corpo reage, do que quem trás opiniões de longe.
Bons treinos!

27 de mai. de 2012

Para não cair...

Uma causa frequente de quedas, muitas vezes com consequências graves especialmente para os idosos são as disfunções no sistema muscular que acarretam a perda de equilíbrio.
A cadeia de músculos estabilizadores, especialmente os da coluna, juntamente com um complexo sistema de receptores nervosos são responsáveis por nossa postura e equilíbrio.
Nossas atividades diárias cada vez mais cômodas e facilitadas pelas novas tecnologias, causam um acomodamento dessa cadeia gerando perda da tonicidade, má postura, e dores. Esses males já passam inclusive a ser notados desde a infância, que já não conta mais com a diversidade de movimentos que as
gerações anteriores experimentaram. As nossas crianças não brincam mais na rua ou sobem em árvores.
Observando tais necessidades, é cada vez mais comum observar nos planos de treinamento dos jovens as atividades funcionais envolvendo "exercícios proprioceptivos", e outros adaptados, com ou sem aparelhos, os quais trabalham toda a musculatura envolvida com o equilíbrio.
Uma dessas formas de trabalho consiste em crias situações de instabilidade para o corpo, fazendo com que a musculatura trabalhe no sentido de "evitar a queda".
Alguns exercícios simples podem ser feitos mesmo em casa, veja:
ABDUÇÃO EM PÉ: arbir a perna na lateral e voltar a posição inicial
FLEXÃO PLANTAR NUMA PERNA- subir na ponta do pé e descer devagar
FLEXÃO DE JOELHO: Levantar o calcanhar atrás e descer vagarosamente
EXTENSÃO DE JOELHO EM PÉ: Esticar a perna e dobrar o joelho voltando a posição inicial
EXTENSÃO DE QUADRIL EM PÉ:


Estes exercícios trabalhas primeiramente as coxas pernas e panturrilhas.
Para gerar a instabilidade, aos poucos é possível retirar o apoio na cadeira, ou usar um cabo de vassoura apenas, ou ainda num estágio mais avançado, sem apoio numa perna só.
Outras atividades como andar de bicicleta ou patins são importantes nesse sentido.
É muito importante estar acompanhado para evitar acidentes.
E um profissional de educação física saberá adequar a intensidade do treino à sua evolução, realizando as adaptações necessárias e incluindo muitos outros exercícios à rotina de treinos.

IMAGENS: SITES DIVERSOS, clique nas fotos.

1 de mar. de 2009

Treinando o Equilíbrio


Uma valência física que não pode ser deixada de lado em qualquer momento da preparação física para qualquer faixa etária é o EQUILÍBRIO.

Nos meus trabalhos com idosos e com público mais jovem, costumo me utilizar de diversos exercícios como o da foto acima (o Dorsal Cruzado ou 'superman') os quais estimulam a propriocepção.

É Preciso explicar o TERMO PROPRIOCEPÇÃO: trata-se da capacidade de perceber a localização e movimentos das partes do corpo independente da visão. Isso se dá por meio de receptores sensoriais presentes em todas as partes de nosso corpo que transmitem informações (sobre um desequilíbrio num tropeçar, por exemplo) ao sistema nervoso, resultando em reações imediatas (que nos impedirá de cair).

Essas informações são transmitidas ininterruptamente e estão ligadas diretamente com nossa Postura desde a posição estática à excecução de exercícios, por exemplo. Tendo fundamental importância na economia de energia de nosso corpo.

Treinar o equilíbrio num programa de atividade física regular possibilita uma melhor preparação para exercícios com maior grau de complexidade, diminuindo, consequentemente, os riscos de lesão e fadiga por excecução incorreta e dispêndio desnecessário de energia.

Para o treinamento do equilíbrio há inúmeros exercícios que são realizados em superfície irregular, aparelhos específicos, em deslocamento e desequilíbrio.
Muitos deles são bastante simples, podendo ser adaptados progressivamente de modo a incrementar o grau de dificuldade em sustentar um posição, ou movimentar-se sem desequilibrar.

Importante redobrar o cuidado ao lidar com indivíduos idosos. O profissional de educação física por perto faz-se indispensável. Mas os ganhos neste sentido para este grupo em especial é de uma importância sem igual para o cotidiano destes.