Mostrando postagens com marcador pandemia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pandemia. Mostrar todas as postagens

20 de mar. de 2021

Treinar com ar condicionado faz mal à saúde?

Que o calor em algumas cidades brasileiras é quase insuportável todos nós já sabemos. E sempre que procuramos por algum tipo de serviço, se o ambiente for climatizado, este estabelecimento já sobe no nosso conceito e ganha nossa preferência em detrimento daquele que não possui um sistema de refrigeração do ar. Quando então vamos a uma academia, onde o treino nos fará gastar energia, produzir calor e suar, desejar um ambiente mais frio é bem natural. Mas será interessante para nosso corpo treinar num ambiente com ar condicionado?

Existem alguns estudos que apontam para uma temperatura ambiente (TA) que poderia ser considerada ideal para o treinamento físico, algo que poderia variar entre 22 e 25ºC (alguns textos apontam para um pouco menos, a partir de 18ºC) e uma umidade relativa do ar (URA) entre 40 e 65%. Entendendo esses índices como de menor risco de estresse para o organismo. Normalmente os estudos científicos se voltam para o perigo de treinar com temperaturas elevadas, e considerando que boa parte desses trabalhos são realizados por europeus ou americanos, os 30ºC que temos com frequência em cidades como Recife, são consideradas como muito quentes. E se a temperatura sugerida como agradável ao treino é justamente a que o ar condicionado é capaz de possibilitar numa academia, ainda assim há problemas?

O sistema de refrigeração do ambiente tradicionalmente utilizado trás diversos riscos associados e quando relacionados aos problemas estruturais das academias, acentuam esses riscos, prejudicando não só os treinos, mas a saúde de usuários e profissionais. Os condicionadores de ar, atuam em circuito fechado para trabalhar com maior eficiência. Ou seja, ambiente fechado e um ar viciado. Quando estamos treinando, estamos temporariamente deixando nosso sistema imune vulnerável, justamente num espaço onde as pessoas dos mais diversos tipos estão próximas, suando e respirando com mais intensidade (hiperventilando). Uma pessoa gripada nesse ambiente pode fazer um "strike". Em tempos de pandemia causada pelo Covid-19, isso se torna especialmente perigoso.

Outro ponto a se observar é que o funcionamento dos aparelhos de ar condicionado, resseca o ar ambiente. E vimos que a umidade relativa do ar influi diretamente no nosso desempenho. Além disso o ressecamento das nossas vias aéreas pode trazer riscos a nossa saúde, nos deixando vulneráveis a bronquites e sinusites, por exemplo.

Um grande problema que envolve boa parte dos estabelecimentos é que são espaços em sua maioria mal planejados, com pouca iluminação, pouca ventilação e bastante apertados, impossibilitando o uso de recursos naturais, que inclusive, significariam menos despesas e talvez uma mensalidade mais barata. uma vez que o ar condicionado torna-se um item indispensável no espaço, a manutenção do mesmo é uma responsabilidade que não pode ser ignorada. Manter o ambiente limpo, livre de poeira, com um espaço de circulação do ar mais amplo, limpar e trocar os filtros dos aparelhos periodicamente, usar uma temperatura esteja dentro dos limites seguros, e sempre que possível, utilizar aparelhos de qualidade são algumas das recomendações que reduzem os riscos.

Se por um lado uma temperatura mais amena auxilia nosso treinos, treinar num espaço de proliferação de bactérias e contrair infecções ou inflamações não compensa. O aluno que paga caro para cuidar de sua saúde, tem total direito de exigir que a academia zele por um ambiente salutar.  E por que não, pesquisar bem estes locais, sugerir ideias sustentáveis e valorizar aqueles que fazem uso dessas alternativas. O ambiente com ar condicionado não precisa ser necessariamente visto como um sinal de status de uma academia, se observarmos com um olhar mais amplo em que outras boas ideias podem contribuir com um clima agradável ao treino e sem prejudicar nossa saúde.

 
Veja aqui alguns textos complementares:
 

https://www.researchgate.net/profile/Nelson_Marques_Junior/publication/26517390_Altas_temperaturas/links/0deec51b11047e394a000000.pdf

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2014/03/01/aprenda-a-viver-no-frescor-do-ar-condicionado-sem-atrapalhar-a-saude.htm

http://baktron.com.br/blog/analise-de-ar-x-manutencao-quem-e-quem-na-busca-pelo-ar-ambiente-de-qualidade/

5 de abr. de 2020

Desafio Faça em Casa #1

Com o intuito de auxiliar aqueles que não dispõem de um profissional de educação física para acompanhar a prática de exercícios durante o período de distanciamento social devido a pandemia do Covid-19, elaboramos uma série de desafios, com exercícios simples que podem ser executados em casa, com segurança.

Lembrando que se trata de um programa de exercícios genérico, com o objetivo de manter uma rotina de atividade física regular, e que, embora simples, pode não ser adequado para todos os públicos, na dúvida consulte-nos.

Siga as instruções:

1) Faça o AGACHAMENTO simples, durante 1 minuto o máximo de repetições que conseguir. Lembre de fazer o movimento correto, e se tiver dúvida, consulte nos comentários;
2) Faça a FLEXÃO DE BRAÇOS, também durante 1 minuto, o máximo de repetições que conseguir;
3) Agora segure a PRANCHA FRONTAL, por mais um minuto;
4) Encerre a sequencia com 1 minuto saltando o POLICHINELO.
✌️
CANSOU? Descanse 2 minutos e repita a sequência mais uma vez...
👌
AGUENTA MAIS UM POUQUINHO? Descanse mais 2 minutos e faça pela terceira vez os 4 exercícios!!!
💪
PRONTO!!! CHEGA POR HOJE! MISSÃO CUMPRIDA, Bate a selfie e manda aqui nos comentários! 😉
#desafiofaçaemcasa

 A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, sapatos e texto

11 de set. de 2012

Sedentarismo - PANDEMIA

Obesidade é uma das consequências do sedentarismo
Os últimos números a respeito do sedentarismo no mundo são no mínimo alarmantes. E os dados correlacionados referentes a doenças e comorbidades igualmente assustadores. Observamos que 1/3 da população mundial é considerada inativa segundo os parâmetros da OMS e disso decorrem cerca de 5,3 milhões de mortes por ano. Esses números se mostram semelhantes ao número de mortes relacionadas ao fumo e doenças causadas por obesidade (imaginem então pessoas que somam todos esses fatores de risco!?). Muitos estudos sugerem que o sedentarismo seja entendido como uma doença, e assim sendo, já apresentando caracterísitcas de Pandemia.
Nas periferias ainda é possível observar brincadeiras de rua
O combate a essa doença mundial exige ataque a origemd o problema: às crianças é ofertada uma gama cada vez menor de possíbilidades motoras. E diversos fatores têm contribuído para o desenvolvimento insuficientemente ativo dessa população, resultando no adulto sedentário e doente de um amanhã cada vez mais próximo.
A tecnologia dos tempos atuais, a violência, a redução dos espaços públicos de lazer, a verticalização dos centros urbanos, ocasionados pelo crescimento econômico desordenado e despreocupado têm causado números como este: 4/5 DOS ADOLESCENTES ENTRE 13 E 15 ANOS SEDENTÁRIOS. Uma estatística que se mostra ainda pior em relação às mulheres e os mais ricos.
O Brasil começa a apresentar estes dados drásticos à medida que eleva seu patamar econômico. As crianças não saem da frente do computador; os adultos se deslocam de carro até para comprar pão na próxima esquina; o tempo, ninguém os tem; os alimentos são Fast (sempre muito salgados, muito doces, muito gordurosos). E cada vez mais as mulhres olham-se no espelho, veem-se gordas (de fato, muitas estão) e pouco, ou quase nada fazem para reverter esse quadro.
Ainda estamos muito incipientes no combate ao sedentarismo, as políticas públicas são poucas e as ações muito pontuais, não-sistemáticas. Ainda temos uma população carente de informação, de profissionais qualificados e devidamente valorizados, carente de um olhar mais sério e permanente para a sua saúde.

VEJA MAIS EM:
http://surgiu.com.br/noticia/41647/sedentarismo-pode-matar-tanto-quanto-o-tabagismo-diz-estudo-.html

http://digitaispuccampinas.wordpress.com/2012/09/07/sedentarismo-ja-mata-tanto-quanto-cigarro/

http://www.educacaofisica.com.br/index.php/voce-ef/98-saude-bem-estar/22850-sedentarismo-deve-ser-tratado-como-pandemia-dizem-pesquisadores