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21 de ago. de 2017

Padrões de beleza, sacrifício e culpa

Em nosso cotidiano somos constantemente bombardeados por imagens e símbolos que remetem ao corpo perfeito, um padrão determinado por tipos físicos magros, porte atlético, medidas proporcionais, musculatura bem definida e percentuais de gordura baixos.

Aos que se encaixam nos padrões, os olhares, as oportunidades, a fama. Aos que fogem à regra, a tristeza, a vergonha, a inveja, ou a luta incansável para se aproximar ao máximo possível daqueles modelos e, assim, sair da invisibilidade e recuperar a autoestima.

Os padrões que parecem impostos pela sociedade de maneira insensível são determinados por nós mesmo quase que inconscientemente quando enxergamos determinadas características como sinônimas força, saúde e fertilidade. Uma herança evolutiva muito bem aproveitada pela mídia e pelos que vendem seus produtos e serviços neste ramo. Estes radicalizam esses parâmetros desconsiderando diferenças étnicas, culturais e até mesmo limites genéticos, enrijecendo e universalizando a imagem de “corpo ideal”.

E deste cenário pouca coisa realmente benéfica se consegue extrair. Na maioria das vezes, temos a frustração de quem lutou por anos a fio, com dietas, treinos pesados, produtos cosméticos, intervenções cirúrgicas sem alcançar definitivamente tal padrão. Ou ainda, a revolta dos que se negam a limitar seus prazeres, “gastar dinheiro e tempo” admitindo que viverão à margem desses parâmetros mas aproveitando tudo o que a vida tem a oferecer.

Mas, e como profissionais da área? O que devemos recomendar? Sim, nós trabalhamos de certa forma com padrões de beleza. Alcançar objetivos estéticos também faz parte dos objetivos de quem trabalha com Educação Física. Porém, há um ponto crucial: como profissionais de saúde, antes de “moldar” corpos bonitos, buscamos, sobretudo tornar as pessoas saudáveis. Conciliar essas metas seria o cenário perfeito, mas temos de reconhecer que não é fácil, não é rápido e, infelizmente não é alcançável a todas as pessoas (ao menos, não de maneira sadia, definitiva e segura).

Nos cabe então, a franqueza com nossos alunos/clientes, ao explorar dele toda a sua potencialidade ainda que não chegue ao dito padrão. Construir na mente dessas pessoas a ideia de que embora não seja necessário aceitar as pressões externas que nos são impostas a ponto de querer recorrer a métodos perigosos e contraproducentes, buscar alcançar tais padrões não é uma atitude reprovável. Ao contrário, ainda que estejamos distantes dos “modelos de perfeição”, cada passo (de forma segura e saudável) que damos em direção a eles, nos afastamos do extremo oposto que seria o desleixo com a saúde de forma geral, o que fatalmente nos levaria a enfermidades e uma péssima qualidade de vida. 

Sim, você se ama e não precisa se submeter aos sacrifícios absurdos que costumeiramente observamos, mas seu corpo precisa de cuidados permanentes e você se ama o suficiente para manter-se sadio.

22 de set. de 2010

Provando que é possível..




Hoje tive o prazer de acompanhar no Programa Mais Você da Rede Globo, uma história de uma mineira que participava de um quadro do Programa no qual ela receberia uma 'repaginada no visual'.
Não fosse um detalhe que me prendeu a atenção... eu teria mudado de canal e perderia um excelente mote para postagem no Blog. Esta mineira estava participando do programa graças a um pedido feito pela filha, por carta. Ao contar a história da sua mãe, narrou que ela já chegou a PESAR 106 QUILOS. E, por medo de sofrer o trágico destino de sua irmã (que faleceu PESANDO MAIS DE 200 QUILOS), a mineira optou por uma vida saudável.
Eis que a senhora aparece no palco com 65 QUILOS... Os métodos dela??? REGIME E GINÁSTICA, unicamente!!! Foi aí que me surpreendi. Ela não recorreu a cirurgia, lipo, nem outros tantos tratamentos milagrosos... Ela foi enfática em dizer que fez um regime radical e dedicou-se aos exercícios disciplinadamente...
Cirurgia sim... ela queria fazer... mas apenas plástica, para reparar os excessos deixados pela perda acentuada de peso.

FICA O EXEMPLO:

Para que passar por métodos tão invasivos, correr riscos, enfrentar mesa de cirurgia, quando existem meios MUITO MAIS SAUDÁVEIS de alcançar o objetivo que tanto elevou a auto-estima dessa Mineira?
Dedicação, disciplina e uma tremenda força de vontade... esses sim, fazem toda a diferença!!!

PARA QUEM QUISER CONFERIR, assistam no link que disponibilizo abaixo do GLOBO.COM

http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL1620175-10340,00-TAPA+NO+VISUAL+CONHECA+A+HISTORIA+DA+MINEIRA+ALESSANDRA+FARIA+DE+SOUZA.html