Aos
que se encaixam nos padrões, os olhares, as oportunidades, a fama.
Aos que fogem à regra, a tristeza, a vergonha, a inveja, ou a luta
incansável para se aproximar ao máximo possível daqueles modelos
e, assim, sair da invisibilidade e recuperar a autoestima.
E
deste cenário pouca coisa realmente benéfica se consegue extrair.
Na maioria das vezes, temos a frustração de quem lutou por anos a
fio, com dietas, treinos pesados, produtos cosméticos, intervenções
cirúrgicas sem alcançar definitivamente tal padrão. Ou ainda, a
revolta dos que se negam a limitar seus prazeres, “gastar dinheiro
e tempo” admitindo que viverão à margem desses parâmetros mas
aproveitando tudo o que a vida tem a oferecer.
Mas,
e como profissionais da área? O que devemos recomendar? Sim, nós
trabalhamos de certa forma com padrões de beleza. Alcançar
objetivos estéticos também faz parte dos objetivos de quem trabalha
com Educação Física. Porém, há um ponto crucial: como
profissionais de saúde, antes de “moldar” corpos bonitos,
buscamos, sobretudo tornar as pessoas saudáveis. Conciliar essas
metas seria o cenário perfeito, mas temos de reconhecer que não é
fácil, não é rápido e, infelizmente não é alcançável a todas
as pessoas (ao menos, não de maneira sadia, definitiva e segura).
Sim, você se ama e
não precisa se submeter aos sacrifícios absurdos que
costumeiramente observamos, mas seu corpo precisa de cuidados
permanentes e você se ama o suficiente para manter-se sadio.
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