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26 de ago. de 2010

Minha opinião...


Particularmente, não gosto de ver algumas reportagens que tratem de temas relacionados à atividade física. Normalmente, as abordagens feitas a esse respeito contém equívocos que, ao invés de auxiliar, confundem o leitor/espectador, e colocam o profissional da área em posição muitas vezes, desfavorável.
Infelizmente, as circunstâncias vividas no contexto atual, apontam para um presente preocupante, com perspectivas de um futuro não muito animador, quando o assunto é a saúde e qualidade de vida. E sendo assim, acaba por ser necessário que os veículos de comunicação busquem prestar esse serviço de utilidade pública, munindo a população de importantes informações. Isso tem acontecido com frequência crescente.
Há poucos dias li uma nova reportagem tratando do tema OBESIDADE, num jornal de grande circulação. Nesta, apontou-se resultados de uma pesquisa indicando que os índices de Obesidade no País não param de crescer, incluindo-se um percentual já relevante de Obesos Mórbidos (digamos, a forma mais grave desta doença).
Como tratamento e “solução” deste problema, a abordagem desta vez, tratou da cirurgia bariátrica ( a redução de estômago) como sendo eficaz e “definitiva”, expondo os números de procedimentos realizados em PE, e algumas indicações sobre quem pode se submeter à mesma.
Tais indicações, porém, são feitas a quem já se encontra num estágio preocupante (“irreversível” - ???), da Obesidade, a ponto de provocar consequências gravosas no funcionamento geral do organismo. Isso pode levar à falsa interpretação de que nada pode ser feito “aos que ainda não chegaram a tal estágio”, levando essas pessoas a buscar o absurdo de agravar sua Doença ao nível adequado para realização do procedimento cirúrgico. Contrassenso???
O ditado “melhor prevenir que remediar” parece não ter a força de outrora...