20 de fev de 2018

#papopóstreino - Sobrepeso e Obesidade

Está no ar o segundo vídeo da série PAPO PÓS TREINO no canal do GRUPO WELFARE, onde participo de um debate com os professores Pablo Carvalho e Gustavo Silva, além do Fisioterapeuta Túlio Eskinazi.
Dessa vez, conversamos a respeito dos índices alarmantes de Sobrepeso e Obsidade, as práticas profissionais no combate ao ganho de peso, além das condutas e hábitos de vida de nossa população. Vale a pena conferir.


Curta, Compartilhe e se inscreva no Canal do Welfare. Estamos com um projeto que vai trazer muita informação de qualidade com os professores do grupo e outros profissionais convidados.


16 de fev de 2018

Ciência ou Prática?

Quando falamos em ciência, dificilmente observamos um método como perfeito e infalível. E quando o assunto é saúde, obviamente isso não é diferente. Assim, não é raro encontramos verdadeiros debates sobre uma técnica, um método, um alimento, ou tipo de treino que poderia trazer melhores resultados que outro, ou mesmo contraindicando algum tipo de exercício, medicamento, ingrediente por trazer malefícios à saúde. Esses debates são sadios, e movem a ciência a sempre buscar o melhor caminho. O problema ocorre quando isso foge totalmente ao que é científico e fica meramente baseado em "achismos".

A ciência se desenvolve a partir de pontos de vista diferentes
Nas redes sociais, é bem fácil encontrar verdadeiras armadilhas. Recentemente, o grande vilão da nutrição parece ser o leite. Ver o diabo encarnado parece ser mais vantagem que beber um copo de leite. E os textões na internet se multiplicam com cada história digna de filmes de terror dos bem elaborados. Um pânico desnecessário e infundado, quando se analisa com mais calma os fundamentos realmente científicos sobre os benefícios ou as desvantagens  da ingestão de qualquer tipo de alimento.

O mesmo tem acontecido na área da Educação Física. Hoje é possível acompanhar grandes profissionais que postam suas produções de pesquisas na rede e vez por outra nem sempre são ideias convergentes. Mas como vivemos no auge da geração "mimimi", muitas pessoas preferem tomar partido de um ou outro lado e satanizar o "opositor", tal como na política, tal como no futebol. HIIT é melhor que Aeróbico contínuo? Agachamento é melhor que Flexão de joelhos? Exercícios isolados para pequenos músculos são inúteis? Zumba emagrece mais que crossfit? Enfim... cada lado que faça sua afirmação e deseje o fim daquilo com o qual ele não concorde.
BEM X MAL - Será mesmo assim???

Qual minha posição sobre essas questões? Que tal se eu ficar em cima do muro? Sim, uma resposta bem política, nem por isso impensada. Pois, nesses casos acima (e em vários outros) não há um lado correto. Talvez exista, sim, uma alternativa que traga resultados mais visíveis e mais rápidos, ou que sejam mais práticos de utilizar em determinado grupo ou ambiente, mas certamente todos eles são capazes de trazer algum resultado, bastando analisar melhor o contexto inserido.

Eu não vim trazer respostas nesse texto, apenas alertar. Antes de confiar 100% num textão de internet, verifique de onde parte, quem é a fonte da informação e se a pessoa possui qualificação para tratar de determinado assunto. Procure sempre uma segunda opinião com outros profissionais. Duvide, e questione de qualquer resposta radical. E entenda, finalmente, que o profissional que te acompanha, tem a possibilidade de compreender melhor como seu corpo reage, do que quem trás opiniões de longe.
Bons treinos!

10 de jan de 2018

#papopóstreino - SAÚDE DA COLUNA

No primeiro vídeo da série #papopóstreino, eu juntamente com os demais professores do Grupo Welfare, debatemos sobre a saúde da coluna com a participação do fisioterapeuta Túlio Eskinazi. Um bate papo bastante abrangente e informativo. Vale a pena conferir, e se pintar alguma dúvida, deixe nos comentários e faremos questão de buscar ajudar. Não se esqueça de se inscrever no nosso canal!


6 de jan de 2018

Papo Pós Treino - Novo Projeto do Grupo Welfare

O Grupo Welfare agora tem seu canal no Youtube.
No quadro PAPO PÓS TREINO, os profissionais junto com convidados debatem sobre os mais diversos temas de atividade física e saúde de forma leve e descontraída.
Os videos de apresentação já foram postados, clique no link, se inscreva e compartilhe com os amigos.
O próximo vídeo sairá no dia 10/01 e debateremos a Saúde da Coluna, com nosso convidado o Fisioterapeuta Túlio Eskinazi.

Está imperdível!

https://www.youtube.com/watch?v=dO8hE4HUfak

27 de dez de 2017

Por uma vida saudável: Use as escadas!


Quantos de nós, na ocasião de escolher entre subir um ou dois andares pela escada comum ou pelo elevador opta pela escada? Engraçado como nosso corpo, moldado para a atividade física por questões de sobrevivência de nossos ancestrais, hoje quase não pensa duas vezes na hora de poupar energia. Nos dias atuais, as grandes invenções têm como objetivo facilitar nossas vidas, tornando tudo mais prático e com menor “desperdício” de tempo. Mas o que é lucrativo por um lado, por outro cobra seu preço: hoje temos uma população sedentária, obesa… doente.

Visando controlar essa epidemia e seus impactos econômicos de médio e longo prazo, algumas entidades privadas e órgãos governamentais têm incentivado a prática regular de atividade física das mais diversas maneiras. Uma delas envolve o uso rotineiro de escadas nesses estabelecimentos.

Em muitos desses locais, as escadas são espaços praticamente esquecidos, sendo utilizados apenas em situações de emergência, na pane de elevadores ou escadas rolantes, em alguns casos o espaço é inclusive utilizado como depósito de materiais descartados. São muitas vezes degradados, mal localizados e acabam por desestimular ainda mais sua utilização.

Exemplo de campanha educativa de estímulo
ao uso de escadas para promoção de saúde
Atentos a isso, REIS et al (1) investigaram como a intervenção nesse ambiente poderia influenciar o uso. Para isso, utilizou-se as escadas de dois prédios na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), um deles mais iluminado e decorado, consequentemente mais utilizado. O outro era mais utilizado por homens transportando cargas. Ao compor o espaço da primeira escada com obras de arte, cartazes, música ambiente, artesanato as pessoas sentiram-se mais motivadas a utilizar. COHEN (2), em seu estudo sobre os efeitos da intervenção para uso das escadas na promoção de saúde, observou que as campanhas de incentivo para o uso das escadas podem incrementar o uso em até 20%.

NUÑEZ et al (3), estudou o impacto do uso das escadas na saúde física, observando um grupo de 50 pessoas por 12 semanas que foi incentivado a utilizar exclusivamente as escadas de um hospital universitário diariamente. Este grupo apresentou redução significativa do peso médio corporal, da média do IMC, além de redução na circunferência de cintura e aumento da força muscular. Ainda foram observados resultados favoráveis quanto a pressão arterial, frequência cardíaca e percentual de massa magra.

O uso repetido das escadas no local de trabalho tem o poder de melhorar a saúde dos funcionários (2), é uma atividades tolerada e vigorosa o suficiente para promover benefícios cardiovasculares, mesmo em apenas 10 minutos de atividade por dia. No mesmo estudo de COHEN (2), observou-se que o uso por 12 semanas foi capaz de promover, de forma duradoura, perda de peso, redução do percentual de gordura, diminuição da pressão sistólica e colesterol LDL.

Considerando que atividades de curta duração aumentam a aderência à sua prática(1) e que o simples ato de subir e descer escadas pode ter resultados até mais eficazes que o jogging(2), por ser de fácil acesso e baixíssimo custo as ações de saúde pública e campanhas que incentivem essa mudança de hábito pode ocasionar uma considerável redução dos gastos governamentais com saúde, bem como melhorar a produtividade e qualidade de vida dos funcionários de setores públicos e privados. O uso de escadas é apenas um dos exemplos de intervenção e atividade física simples e de baixo custo. O corpo humano é capaz de responder positivamente aos mais diversos estímulos físicos, basta que o homem esteja disposto a adotar hábitos mais saudáveis. Claro que há a necessidade de observar postura e as limitações e possibilidades físicas de cada indivíduo, e a orientação profissional faz a diferença quanto a essas particularidades.

(1) REIS, R.S. et al. Associação entre ambiente construído em prédios públicos, características dos usuários e uso das escadas. Rev. Bras. At. Fís. e Saúde, v.12, n.3, 2007. Disponível em: https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/RBAFS/article/view/819

(2) COHEN, Shannon Munro. Examining the effects of a health, promotion intervention on the use of stairs. Journal of Articles in Support of the Null Hypothesis, v.10, n.1, 2013. Disponível em: http://www.jasnh.com/pdf/Vol10-No1-article2.pdf

(3) NUÑEZ, A.L. et al. Uso de escaleras en la salud física. Revista Biosalud v.13, n.2, p.36-47, 2014.Disponível em: http://www.scielo.org.co/pdf/biosa/v13n2/v13n2a04.pdf