15 de jul de 2018

Pressão Arterial: Medidor digital é confiável?

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Utilizo frequentemente esse aparelho digital de braço
Em minha prática cotidiana, faço uso frequente de um aparelho digital para aferição da pressão arterial (PA), e não menos frequentes são as perguntas feitas a respeito da confiabilidade do aparelho. Sim, possuo ainda o tensiômetro analógico (ou esfigmomanômetro aneroide - nome lindo ein!?), mas uso apenas em casos específicos que explicarei mais adiante. Minha resposta aos questionamentos é que SIM, são confiáveis, úteis, práticos e ainda trazem algumas funções adicionais que podem ser importantes, como veremos a seguir.
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Aparelhos de pulso merecem atenção


Hoje temos uma grande variedade de aparelhos no mercado que possibilitam a aferição da PA de forma bastante prática, podendo ser manuseados por qualquer pessoa, ainda que sem treinamento. Isso é especialmente importante para pessoas com doenças crônicas que necessitam desse controle frequente e não poderiam ir buscar sempre o auxílio profissional para isso. O problema é que temos uma variedade de marcas e preços que acabam escondendo os perigos. Nem todos são validados, nem todos possuem garantia e assistência para calibração, alguns possuem protocolos de uso diferentes do habitual e tudo isso pode influenciar nos valores mostrados no visor.


O melhor aparelho para aferição de PA, tem tido sua utilização restrita devido ao uso de mercúrio (um metal pesado, altamente tóxico). Então não raro você verá, mesmo em postos de saúde, a utilização dos aparelhos digitais. E sabe quando recomendam a você um exame chamado MAPA (monitoramento da PA por 24h)? Advinha: o aparelho utilizado é digital.
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Aparelho com coluna de mercúrio

Para comercialização no Brasil, todos os aparelhos, digitais ou analógicos necessitam ter aprovação do INMETRO e calibração, normalmente realizada pelo IPEM. No site da Sociedade Britânica de Hipertensão você pode observar os aparelhos validados e os não recomendados para uso domiciliar. Quanto à calibração, aí reside outro problema, esses aparelhos necessitam de manutenção periódica (os analógicos também) e por vezes isso é ignorado. Até algo mais simples, como pilhas fracas podem resultar em resultados discrepantes. Outro fator importante é o protocolo de uso, embora normalmente sejam de fácil utilização, alguns (especialmente os de pulso) são bastante sensíveis a qualquer movimento ou posição inadequada, isso deve ser observado com cuidado.

Costumo orientar as pessoas, para que sempre que possível consultem um profissional que forneça informações qualificadas na interpretação dos resultados encontrados nesses aparelhos. No site da Sociedade Brasileira de Hipertensão(SBH) temos várias informações úteis ao público em geral. Uma delas diz respeito ao diâmetro da braçadeira. Ele deve ser adequado à circunferência do braço, sob risco de resultados errôneos. Crianças e Obesos, por exemplo necessitam de braçadeiras de tamanhos diferentes (nessas situações, como falado anteriormente, uso o meu tensiômetro analógico, pois possuo as braçadeiras diferentes, mas há a venda para os digitais também).
Orientação SBH - Clique para ampliar


Por fim, o recado é que seja criterioso ao adquirir um aparelho digital para uso doméstico. Utilize EXATAMENTE conforme as recomendações, calibre o aparelho no período recomendado, mantenha as pilhas novas, e leve em consideração outros fatores externos no resultado apontado no visor (clima, estresse, alimentação, trabalho, etc.). Sempre que possível, realize a aferição com profissionais de saúde em outro aparelho. Notou algo diferente? Informe-se melhor e tire todas as suas dúvidas com o especialista.

PS.: Só pra não esquecer - ESQUEÇA OS APLICATIVOS DE CELULAR QUE DIZEM AFERIR PRESSÃO ARTERIAL (apenas colocando o dedo polegar na tela, na camera na bateria, seja lá onde for)!!! ISSO (AINDA) NÃO FUNCIONA!!!!!!!

17 de mai de 2018

Não quer, não quer...




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Recentemente, observei a preocupação de uma profissional de saúde com um cliente que insistia em não seguir suas recomendações. Simplesmente, ele não estava disposto a fazer mudanças em seus hábitos diários em prol de sua saúde. Para ele, eram enormes os sacrifícios, e não conseguia enxergar os benefícios à altura de tantas restrições. Tal profissional, declarava não saber mais como proceder, frente a essa resistência, por mais que buscasse alternativas de convencimento.

Por mais que nossa tendência seja tentar saber se realmente ela fez todo o possível para mostrar os grandes benefícios de possuir um estilo de vida mais saudável, antes de criticá-la, ou mesmo de crucificar seu cliente resistente pelo seu desprezo com a própria saúde, talvez devamos refletir sobre essa resistência: trata-se de um indivíduo adulto, e como tal, de livre arbítrio, deve ter suas escolhas respeitadas.

Resultado de imagem para dont want to do exercisesSe para uma pessoa, tirar alguns minutos da vida para uma prática de exercícios, ou organizar uma dieta mais equilibrada, beber com moderação, não fumar, etc. são sacrifícios mortais, por que tentar forçá-lo a algo que não o deixará feliz? Definitivamente isso não parece justo, nem democrático. Os benefícios dos bons hábitos alimentares estão postos à mostra em qualquer veículo de mídia, as alternativas para mudar tais hábitos existem aos montes, e claro, o preço que se paga pelas más escolhas também são bastante evidentes atualmente. Mas se mesmo assim, a pessoa se nega a mudar, o que fazer?

Sabemos que não podemos desistir de promover saúde a quem quer que seja, e que talvez algumas pessoas não tenham encontrado o argumento forte o suficiente para convencimento. Nos cabe, enquanto profissionais buscar formar sempre exemplos para essas pessoas. Nossa atuação deve ser sempre melhor, transformando a qualidade de vida daqueles que se dispuseram a cuidar de sua saúde. Esses exemplos, se não convencem os resistentes, impedem que esses maus exemplos conquistem adeptos, piorando o já muito grave problema de saúde pública que enfrentamos. Sim, isso devemos impedir! Alguém pode optar por não querer o bem para sua saúde, mas não podemos nos calar quando buscam propagar essa escolha a outras pessoas.

Antes de ser um texto conformista com os que insistem em não cuidar da saúde, a intenção aqui é fazer com que nós profissionais concentremos nossas forças em quem realmente quer mudar de vida, fazendo o nosso melhor. Quem sabe num momento posterior, cada vez mais cercado de pessoas felizes e saudáveis, o estímulos aos insistentes seja mais forte. O que certamente não cabe é criticar ou julgar tais escolhas, pois certamente não será assim que vamos convencer alguém a mudar. 
Nunca é tarde pra começar!

7 de mar de 2018

Welfare Analisa: MI BAND 2 (Pulseira Inteligente da XIAOMI)

O professor Pablo Carvalho, do GRUPO WELFARE, inaugura mais um quadro do nosso canal no Youtube: Welfare Analisa. E nesse vídeo, o Personal Trainer fala da Pulseira Inteligente MI BAND 2 (XIAOMI)🕵️‍♂️. Um aparelhinho que vem caindo no gosto dos brazucas. Será que ele é útil para nosso treinos? 🤔 Tá na dúvida? Quer comprar um? 🤨 Confere nosso vídeo! 🎬Não esquece de curtir e compartilhar!😎
#suasaúdenafrente
#welfareanalisa
#personalyoutuber
#welfarenoyoutube

 

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20 de fev de 2018

#papopóstreino - Sobrepeso e Obesidade

Está no ar o segundo vídeo da série PAPO PÓS TREINO no canal do GRUPO WELFARE, onde participo de um debate com os professores Pablo Carvalho e Gustavo Silva, além do Fisioterapeuta Túlio Eskinazi.
Dessa vez, conversamos a respeito dos índices alarmantes de Sobrepeso e Obsidade, as práticas profissionais no combate ao ganho de peso, além das condutas e hábitos de vida de nossa população. Vale a pena conferir.


Curta, Compartilhe e se inscreva no Canal do Welfare. Estamos com um projeto que vai trazer muita informação de qualidade com os professores do grupo e outros profissionais convidados.


16 de fev de 2018

Ciência ou Prática?

Quando falamos em ciência, dificilmente observamos um método como perfeito e infalível. E quando o assunto é saúde, obviamente isso não é diferente. Assim, não é raro encontramos verdadeiros debates sobre uma técnica, um método, um alimento, ou tipo de treino que poderia trazer melhores resultados que outro, ou mesmo contraindicando algum tipo de exercício, medicamento, ingrediente por trazer malefícios à saúde. Esses debates são sadios, e movem a ciência a sempre buscar o melhor caminho. O problema ocorre quando isso foge totalmente ao que é científico e fica meramente baseado em "achismos".

A ciência se desenvolve a partir de pontos de vista diferentes
Nas redes sociais, é bem fácil encontrar verdadeiras armadilhas. Recentemente, o grande vilão da nutrição parece ser o leite. Ver o diabo encarnado parece ser mais vantagem que beber um copo de leite. E os textões na internet se multiplicam com cada história digna de filmes de terror dos bem elaborados. Um pânico desnecessário e infundado, quando se analisa com mais calma os fundamentos realmente científicos sobre os benefícios ou as desvantagens  da ingestão de qualquer tipo de alimento.

O mesmo tem acontecido na área da Educação Física. Hoje é possível acompanhar grandes profissionais que postam suas produções de pesquisas na rede e vez por outra nem sempre são ideias convergentes. Mas como vivemos no auge da geração "mimimi", muitas pessoas preferem tomar partido de um ou outro lado e satanizar o "opositor", tal como na política, tal como no futebol. HIIT é melhor que Aeróbico contínuo? Agachamento é melhor que Flexão de joelhos? Exercícios isolados para pequenos músculos são inúteis? Zumba emagrece mais que crossfit? Enfim... cada lado que faça sua afirmação e deseje o fim daquilo com o qual ele não concorde.
BEM X MAL - Será mesmo assim???

Qual minha posição sobre essas questões? Que tal se eu ficar em cima do muro? Sim, uma resposta bem política, nem por isso impensada. Pois, nesses casos acima (e em vários outros) não há um lado correto. Talvez exista, sim, uma alternativa que traga resultados mais visíveis e mais rápidos, ou que sejam mais práticos de utilizar em determinado grupo ou ambiente, mas certamente todos eles são capazes de trazer algum resultado, bastando analisar melhor o contexto inserido.

Eu não vim trazer respostas nesse texto, apenas alertar. Antes de confiar 100% num textão de internet, verifique de onde parte, quem é a fonte da informação e se a pessoa possui qualificação para tratar de determinado assunto. Procure sempre uma segunda opinião com outros profissionais. Duvide, e questione de qualquer resposta radical. E entenda, finalmente, que o profissional que te acompanha, tem a possibilidade de compreender melhor como seu corpo reage, do que quem trás opiniões de longe.
Bons treinos!